
Ficha técnica, letras das canções e as capas dos discos,
sempre que os temas concorrentes foram editados

Canção nº 1 - Semifinal 1
Título: Ai Senhor!
Intérprete: Xico Gaiato
Música: Xico Gaiato, Constantino e Tiago Matos
Letra: Xico Gaiato
Vídeo: Semifinal
Sonhei vidas
E nunca avistei a minha
Fugi de pensamentos
Em busca de ser
Abracei o norte
Dos meus impossíveis
E agora não há saída
Não a consigo ver
Nasci num bar de contos
Onde podia sonhar
Deitei-me no centro
Do meu sofrimento
Chapadas por dentro
Para me acordar
Deitei-me no centro
Do meu sofrimento
Olarilolela, olarilolela, ai senhor
Olarilolela, olarilolela, ai senhor
Olarilolela, olarilolela, ai senhor
Olarilolela, olarilolela
Danço o vira
Mas fico sempre por perto
Quero tudo
Até o que não está certo
Será que já caímos
Neste nosso inferno?
Deitei-me no centro
Do meu sofrimento
Chapadas por dentro
Para me acordar
Deitei-me no centro
Do meu sofrimento
Olarilolela, olarilolela, ai senhor
Olarilolela, olarilolela, ai senhor
Olarilolela, olarilolela, ai senhor
Olarilolela, olarilolela
Já não quero pensar
Se a seguir da sorte
Já não quero pensar
Se a seguir da sorte
Já não quero pensar
Se a seguir da sorte
Já não quero pensar
Se a seguir da sorte
Vem
Se a seguir da sorte
Vem
Se a seguir da sorte
Vem
Se a seguir da sorte
Vem
O azar
Olarilolela, olarilolela, ai senhor
Olarilolela, olarilolela, ai senhor
Olarilolela, olarilolela, ai senhor
Olarilolela, olarilolela
Olarilolela, olarilolela, ai senhor
Olarilolela, olarilolela
Olarilolela, olarilolela, аi ѕenhor

Canção nº 2 - Semifinal 1
Título: Voltas
Intérprete: Rita Sampaio
Música: Tiago Sampaio
Letra: Rita Sampaio e Tiago Sampaio
Vídeo: Semifinal
Volto-me
Para trás, mas parte
Não volta
Se o mar
É origem, molha-me a cara
E vivo outra vez
Só não tenho o que quero
Só me falta o que faltou
Cerro os olhos e não vejo
Mas sinto aquilo que me ligou
Só não tenho o que procuro
Só me falta o que me faltou
Cerro os olhos e seguro
E abro o mar para mim
Eu sou (eu sou, eu sou, eu sou)
Sou ondas e nas ondas me dou
Eu sou (eu sou, eu sou, eu sou)
Sou ondas e nas ondas me vou
Eu sou (eu sou, eu sou, eu sou)
Ou não sou, ou não sou, ou não sou
(Ou não sou, ou não sou, ou não sou)
Ou não sou
Só não vejo
O que tenho
Mas cerro os olhos
E sei o que
Eu sou (eu sou, eu sou, eu sou)
Sou ondas e nas ondas me dou
Eu sou (eu sou, eu sou, eu sou)
Sou ondas e nas ondas me vou
Eu sou (eu sou, eu sou, eu sou)
Ou não sou, ou não sou, ou não sou
(Ou não sou, ou não sou, ou não sou)
Eu sou
Sou ondas
Volto-me
Para trás, maѕ parte
Não voltа

Canção nº 3 - Semifinal 1
Título: Sobre Nós
Intérprete: Du Nothin
Música: Beato
Letra: Jorge Ferreira e Beato
Vídeo: Semifinal

Canção nº 4 - Semifinal 1
Canção nº 6 - Final
Título: A Minha Casa
Intérprete: Marco Rodrigues
Música: Tiago Machado
Letra: Tiago Machado e Marco Rodrigues
Vídeo: Semifinal - Final
Tão estranho vai o mundo
E nós também
Derrapamos num segundo
E onde? Eu nem sei bem
Se tudo tem um tempo
Eu peço o meu
Pra provar que dos destroços
Também se abre o céu
Sobre nós
Há o mesmo céu
Não tenhas medo, dá-me a tua mão (a tua mão)
Ainda é cedo, nada foi em vão (foi em vão)
Vamos sarar as feridas e seguir
Pois outras vidas podem nunca vir
E sobre nós
Há o mesmo céu
Sobre nós
Também se abre o céu
Tão estranho vai o mundo
E vamos nós
Não interessa quem tem culpa
Desatemos os nós
Por fim, que o sol
Venha afastar o breu
E que lave o cheiro a fogo
Que lançam do céu
Sobre nós
Há o mesmo céu
Não tenhas medo, dá-me a tua mão
Só há futuro se hoje houver perdão
Não tenhas medo de ficar pra ver
O nosso mundo voltar a se erguer
Não tenhas medo, deixa-me mostrar
Que ainda vale a pena acreditar
Sob a terra queimada e sob as cinzas do chão
Há sementes de amor e a nossa redenção
E sobre nós
Há o mesmo céu
Sobre nós
Também se abre o céu
Sobre nós
Há o mesmo céu
Sobre nós
Sobre nós
Também ѕe аbre o céu
Quando fecho os olhos
Canto só para ti
Vejo-te com a saia de folhos
E danças só para mim
No momento certo
Vou parar para te dizer
Que neste meu deserto
De aperto
És a fonte onde vou beber
A força do meu ser
Minha vontade de querer
Meu amor, és a minha casa
Seja ela onde for
Desferiste um golpe de asa
Agastaste a minha dor
Não há nada mais perfeito
Do que ter-te sempre aqui
Encostada no meu peito
A minha casa é ao pé de ti
Meu amor, és a minha casa
Sempre que te vejo
Consegues me encantar
Abrilhantas-me o desejo
Com um beijo
Devolves-me a vontade de cantar
De rir e de sonhar
A vontade de querer estar
Meu amor, és a minha casa
Seja ela onde for
Desferiste um golpe de asa
Agastaste a minha dor
Não há nada mais perfeito
Do que ter-te sempre aqui
Encostada no meu peito
A minha casa é ao pé de ti
Meu amor, és a minha casa
Não há nada mais perfeito
Do que ter-te sempre aqui
Encostada no meu peito
A minha casa é ao pé de ti
Meu amor, és a minha caѕа
Vai mudar
Vejo o sol a fugir
Outra luz
Brilha perto de mim
Será que o amor vai mudar?
Sem saber
As cores que o vento desfaz
Sinto a luz
Que não quero apagar
E será que o amor vai durar?
Eu sei que o amor
Nunca é igual
Não oscila como a estação
Mas eu sei que o amor
Nem sempre é razão
Mas o amor nunca é em vão
Vou andar
Ver a rua a florir
Sinto o chão
Que estou a construir
Será que o amor vai ficar?
No calor
Deixei o medo pra trás
E ainda sinto o chão
Mas vou flutuar
Quero amar mesmo sem entender
E canto pra não esquecer
Que eu sei que o amor
Nunca é igual
Não oscila como a estação
E eu sei que o amor
Nem sempre é razão
(Sei que o amor)
O amor-mor
(Nunca é igual)
Oscila como a estação
E eu sei que o amor
(Nem ѕempre é razão)
O аmor não é em vão

Dor cobre dor
O sol vai-se pôr
Tapar com um lençol
A sombra e o horror
Abre a cortina
É um novo dia
É azul, é igual
Ao que ontem me ardia
Hoje a tristeza é igual
Bato de frente
Com a dor do normal
Hoje dói tanto ou mais
Dizem tristeza as palavras banais
Fiz-me de cego
Fiz festas ao ego
Deixei no passado
O riso bem guardado
Deito-me então
Despido no chão
Só a solidão
Quer ter a minha mão
Hoje a tristeza é igual
Bato de frente
Com a dor do normal
Hoje dói tanto ou mais
Dizem tristeza as palavras banais
Hoje a tristeza é igual
Bato de frente
Com a dor do normal
Hoje dói tanto ou mais
Dizem tristeza as palavras banаiѕ

Canção nº 7 - Semifinal 1
Título: Lisboa
Intérprete: Capital da Bulgária
Música: Capital da Bulgária
Letra: Capital da Bulgária
Vídeo: Semifinal
Acordei, fui ver o mundo
E quando pisquei, mudou tudo num segundo
Procuro caber nesta cidade, fomos feitos
Para enlouquecer
Ando por aí fora, a tentar chegar a horas
O meu esforço foi à toa
Porque para viver tenho de sair de Lisboa
Ouve
Ouve-me
Não sou só eu a gritar
Já tentei não pensar no futuro
Não me habituei
Quando eu te vejo
Sonho com tudo
Quero poder comprar uma casa e viver contigo
É a terceira vez este mês
Que me dás um motivo
Para viver contigo
Eu disse, ando por aí fora
A tentar chegar a horas
O meu esforço foi à toa
Porque para viver tenho de sair de Lisboa
Ouve
Ouve-nos
Não sou só eu a gritar
Ouve
Ouve-me
Quero poder comprar uma casa e viver contigo
É a terceira vez este mês
Que me dás mais um motivo
Parа viver contigo
Eu disѕe
Eu só vi quanto a ambição pesava
Quando eu quis ver se eu também voava
E vi o mundo cortar-me as asas
Eu abracei tudo o que eu perdi
Eu só queria me encontrar a mim
Essa força dá luz ao caminho
E se eu não voltar p'ra casa
É porque eu fiz casa aqui
Não há medo em ter medo
Se ele é tudo o que eu senti
E agora eu sei
Tudo o que eu dei, tudo o que eu sou
Eu sou como ninguém (Ninguém)
Meu sorriso levou-me a aprender
Que eu sou como ninguém (Ninguém)
E essa luta enaltece o meu ser
Eu sou como ninguém (Ninguém)
Eu só me encontrei quando eu vi
Que eu sou como ninguém (Ninguém)
Sou como ninguém
Eu vi difícil e simples ficarem vizinhos
Depois fui desenhar esperança no meu destino
E a paz que encontrara
Fez guerra ser casa p'ra mim, e
Se eu finto a mim, finto o destino, mas
Tudo em mim torna-me incrível
E se eu não voltar p'ra casa
É porque eu fiz casa aqui
Não há medo em ter medo
Se ele é tudo o que eu senti
E agora eu sei (Eu sei)
Tudo o que eu dei (Eu dei)
Tudo o que eu sou
Eu sou como ninguém (Ninguém)
Meu sorriso levou-me a aprender
Que eu sou como ninguém (Ninguém)
E essa luta enaltece o meu ser
Eu sou como ninguém (Ninguém)
Eu só me encontrei quando eu vi
Que eu sou como ninguém (Ninguém)
Sou como ninguém
A vida é a maior dádiva do universo
Seja num sorriso, numa lágrima
Num abraço, ou numa queda
Para além da morte
Não existe nenhuma barreira
Que a consiga fazer parar
Por isso, não podes deixar que nenhuma barreira
Te faça parar de desfrutá-la
Cai, ѕorri, levantа-te, e vive
Quatro ou cinco degraus
A caminho do infinito, indefinido
Sala cheia, sala vazia
Posso sentir apneia
Borboletas na barriga
Aplausos, assobios
No calor um calafrio
Num jogo de lotaria
Um vai e vem de som
Adrenalina no sangue bom, bom
Posso ser rainha deste chão
Posso ser coroa de latão
Posso ser personagem de ficção
Podem ver um pãozinho sem sal
Posso mesmo ser a tal
Posso ir de besta a bestial
Certa de tanta incerteza
Nada pode dar errado, tudo é fado
No olhar, confiança
Volto a ser criança, no céu nado
Cada passo, meu suor
Só eu traço o meu melhor
Só tu vês o meu pior
Viajo d'olho fechado
Mas não vou a nenhum lado
Dos zero ao cem sem dignidade
D'oito ao oitenta sem piedade
Dos zero ao cem sem dignidade
D'oito ao oitenta sem piedade
Posso ser rainha deste chão
Posso ser coroa de latão
Posso ser personagem de ficção
Podem ver um pãozinho sem sal
Posso mesmo ser a tal
Posso ir de besta a bestial (besta a bestial)
Posso ser rainha deste chão
Posso ser coroa de latão
Posso ser personagem de ficção
Podem ver um pãozinho sem sal
Posso mesmo ser a tal
Posso ir de besta a bestial (besta a bestial)
Posso ser rainha deste chão
Posso ser coroa de latão
Posso ser personagem de ficção
Podem ver um pãozinho sem sal
Posso mesmo ser a tal
Posso ir de besta a beѕtiаl
Medo que me corres no corpo
Que me matas os sonhos
Que me tentas calar
Vento sopra, conta-me contos
Sobre a força dos loucos
Que avançam p'ró mar
Que avançam p'ró mar
Que avançam p'ró—
Morto, estou cansado de lutar
Oiço-te ao fundo a chamar
Pedes que eu pare p'ra escutar
Sussuros debaixo do chão
Monstro, queres que eu pare de sofrer
Dizes que eu nunca vou vencer
Grito, sinto o sangue a ferver
Tentem matar-me então
Ai homem, o fogo não chora
Por quem morre em terra
Ai homem, a cura demora
P'ra quem está em guerra
(Ai homem, o fogo não chora
Por quem morre em terra
Ai homem, a cura demora
P'ra quem está em guerra)
Tenho medo mas não vou parar
Peço coragem p'ra não me afogar
(Oh-ah, oh-ah) Levem-me p'ró mar
(Oh-ah, oh-ah) Que eu não vou voltar
A fúria enche a minha boca
Se a carne é fraca dá-me força
(Oh-ah, oh-ah) Levem-me p'ró mar
(Oh-ah, oh-ah) Que eu não vou voltar
Ai homem, o fogo não chora
Por quem morre em terra
Ai homem, a cura demora
P'ra quem está em guerra
(Ai homem, o fogo não chora
Por quem morre em terra
Ai homem, a cura demora
P'ra quem está em guerra)
O fogo não chora
Por quem morre em terra
A cura demora
P'ra quem está em guerra
O fogo não chora
Por quem morre em terra
A cura demora
P'ra quem está em guerra
O fogo não chora
Por quem morre em terra
A cura demora
P'ra quem está em guerra
A cura demora
P'ra quem está em guerra
O fogo não chora
Por quem morre em terra
A cura demora
P'ra quem eѕtá em guerrа

Canção nº 1 - Semifinal 2
Título: Responso À Mulher
Intérprete: A Cantadeira
Música: Joana Negrão
Letra: Joana Negrão
Vídeo: Semifinal
Ó ai lé, ó ai lé
Não dar ponto sem dar nó
Ó ai lé, ó ai lé
Ai um mal nunca vem só
Que força tem o responso entoado
Vem a benzedura, vai o mau olhado
Vai o mau olhado, vai a minha dor
Oh, que força tem o meu clamor
Tem o meu clamor, tem a minha praga
Sou a neta da bruxa em fogo queimada
Acerto a passada, afino a oração
Trago as netas todas em meu coração
Ó ai lé, ó ai lé
Não dar ponto sem dar nó
Ó ai lé, ó ai lé
Ai um mal nunca vem só
No meu coração, na minha garganta
Vou à romaria, nem bruxa nem santa
A santa e a bruxa na sola do pé
Caminhamos juntas, são a minha fé
São a minha fé, a minha muralha
E em cada mão a força não falha
E se a força falha lançamos trovões
Trago no meu sangue todas as gerações
Ó ai lé, ó ai lé
Não dar ponto sem dar nó
Ó ai lé, ó ai lé
Ai um mal nunca vem só
Ó ai lé, ó ai lé
Não dar ponto sem dar nó
Ó ai lé, ó ai lé
Ai um mal nunca vem só
Se me traz a sorte não há volta a dar
Vem a benzedura p'ra me vir curar
Se me traz a sorte não há volta a dar
Vem a benzedura p'ra me vir curar
Se me traz a sorte não há volta a dar
Vem a benzedura p'ra me vir curar
Se me traz a sorte não há volta a dar
Vem a benzedura p'ra me vir curar
Ó ai lé, ó ai lé
Não dar ponto sem dar nó
Ó ai lé, ó ai lé
Ai um mal nunca vem só
Ó ai lé, ó ai lé
Não dar ponto sem dar nó
Ó ai lé, ó ai lé
Ai um mal nunca vem só
Ó ai lé, ó ai lé
Não dar ponto sem dar nó
Ó ai lé, ó ai lé
Ai um mal nunca vem só
Ó ai lé, ó ai lé
Não dar ponto sem dar nó
Ó ai lé, ó ai lé
Ai um mal nuncа vem ѕó

Canção nº 2 - Semifinal 2
Título: à-tê-xis
Intérprete: TOTA
Música: EU.CLIDES e TOTA
Letra: TOTA
Vídeo: Semifinal
Baixo, cima, soco, vira
Soco, bate, vira
Uma espécie
Estava em vias de expansão
Fez da conta o coração, ai
Não pragueja quando cai
Nem se despede quando vai
Encriptado
Onde o sacro é sepultado
Entre zeros e uns
(Metáforas)
Esgotamos metáforas
(As máquinas)
Agora aprendem as máquinas
(Máquinas, máquinas…)
Geração quê?
Vê-se o alfabeto grego pra saber
Que uma coisa, pra aprender
Tem antes que viver
Vem o ATX
Antes do giz
Em traços gerais
O stor vira aprendiz
Pá, eu só espero
Que sejas feliz
Nessa tristeza de
Não ter raiz
Baixo, cima, soco, vira
Soco, bate, vira
Soco, bate, vira
Alto e pára o byte
Alto e pára o byte
Alto e pára o byte
Alto e pára
Vem o ATX
Antes do giz (antes do giz)
Diz-me que ainda dá pra eu criar
Pá, se isto é medo de ficar sem fazer
A melhor forma de ver ainda é amar
Vamos queimar a placa-mãe
Soltemos as desgarradas
Nem que tenhamos de andar
Aos coices e às cotoveladas
Não vai a bem
Vai a mal
Pra enfim nos curarmos
Das chagaѕ de caráter digital
Alto e pára o byte
Alto e párа o byte
Recordei o prazer num mau bocado
E sorri como um recado para encarar o futuro
E se há lugar onde a culpa arrefece
Aqui há quem tropece a mostrar a compostura
Às escuras ninguém perde a razão
E já me custa fazer das tripas canção
Sem armas p'ra cantar agora
Quando o tempo cobra sem deixar que haja um final
Se algum dia fiz a escolha certa
Ainda não a vejo em mim
Gastei a tinta toda p'ra ter lugar à sombra aqui
Apago tudo à espero que a sorte mude
Mas o impasse tão depressa me deixou tentado
A ver tudo ao contrário
São traços da modernidade
Atraso tudo a fazer com que isto dure
Mas não disfarço a promessa de ir a qualquer lado
Ela é que me desfaz a mim
Quantas folhas é que aterram no chão?
E tantas outras que se fizeram carvão
P'ra ver o que acontece agora
Quando o tempo cobra sem deixar que haja um final
Cheguei tarde onde a cantiga espera
E fiquei a vê-la ali
A um passo do que importa
Um bom filho a casa torna enfim
Apago tudo à espero que a sorte mude
Mas o impasse tão depressa me deixou tentado
A ver tudo ao contrário
São traços da modernidade
Atraso tudo a fazer com que isto dure
Mas não disfaço a promessa de ir a qualquer lado
Ela é que me disfaz a mim
Fugi p'ra perto do fim
P'ra novos tempos, não prometo ter a cura
E se o desfecho que eu revejo está aqui ao lado
Melhor é acabar аsѕim
Ao chegar (aqui ao mundo)
Eu senti grande pesar
Caí de cima (e tão fundo)
É difícil respirar
Há quem diga (que o caminho)
É a arte de nos juntar
Somos fios (do mesmo linho)
Mãos e corpo no tear
Eu não tenho medo, forte a minha tribo
Bela a nova terra, terno este abrigo
Brilha em nós quimera, deixa acontecer
A força de mudar vive em cada ser
Espera aí, espera aí, espera aí
Eu não sei tudo, nem de perto
A verdade e o concreto
Nunca irei saber ao certo
Somos água pura num deserto
A vida é uma bela peça
Foco-me no amor sem pressa
Nessa paz que vive em mim
Nessa paz que vive em mim
Ao chegar (aqui ao mundo)
Eu senti grande pesar
Caí de cima (e tão fundo)
É difícil respirar
Há quem diga (que o caminho)
É a arte de nos juntar
Somos fios (do mesmo linho)
Mãos e corpo no tear
Irmãos de rua
A única rubrica dita pela tua
Procura a liberdade nesta escravatura
Apura a verdade
O que tens em mente oculta a simplicidade
Protege quem te preocupa
Irmãos de rua
Eu não tenho medo, forte a minha tribo
Bela a nova terra, terno este abrigo
Brilha em nós quimera, deixa acontecer
A força de mudar vive em cada ser
Eu não tenho medo, forte a minha tribo
Bela a nova terra, terno este abrigo
Brilha em nós quimera, deixa acontecer
Brilha em nós quimera, deixa acontecer
Brilha em nós quimera, deixa acontecer
Brilha em nós quimera, deixa acontecer
Brilha em nós quimera, deixa acontecer
E há música tanta
Sonhei que éramoѕ melodiа

Canção nº 5 - Semifinal 2
Título: Quantos Queres
Intérprete: Inês Marques Lucas
Música: Inês Marques Lucas
Letra: Inês Marques Lucas
Vídeo: Semifinal
Pedes-me que mude
Como se de roupa se tratasse
Como se pudesse trocar o meu ser
Por um outro que te chegasse
E eu tento
Troco a camisa e as calças
Visto calções e una camisola de alças
E aguento
Quantos queres?
Quantas peles?
Quantos queres?
Já mal me queres
Já mal me queres
Já mal me queres
Já mal me queres
Pedes-me outra versão
Como se me pudesses moldar
Como se fosse una escultura
Com a cabeça por finalizar
E eu tento
Deixo o barro anda molhado
Aceito que o meu corpo está inacabado
E aguento
Quantos queres?
Quantas peles?
Quantos queres?
Já mal me queres
Já mal me queres
Já mal me queres
Já mal me queres
Vai
Tenta outra vez e sai
Outra Inês não cais
Aguentas sem chorar
Quantos queres?
Quantas peles?
Quantos queres?
Já mаl me quereѕ

Guardo aquilo que sinto em segredo
Escondo a luz que me aquece cá dentro
A verdade aponta-me o dedo
Mas o meu lençol não me cobre do medo
É que eu tenho medo de ficar sozinho
De trocar de vida por esse caminho
Mas sinto que a paz vem amanhã
Então eu vou ser fiel a ti
E encontrar solução em mim
Prefiro viver com o medo
Do que estar a viver sem ti
Então eu vou ser fiel a ti
E encontrar solução em mim
Prefiro viver com o medo
Do que estar a viver sem ti
Prefiro viver com o medo
Do que estar a viver sem ti
Sei que é o correto
Eu sinto-me tão perto de ser
Tudo o que tens p'ra mim
Mas eu tenho medo de ficar sozinho
De trocar de vida por esse caminho
Mas sinto que a paz vem amanhã
Então eu vou ser fiel a ti
E encontrar solução em mim
Prefiro viver com o medo
Do que estar a viver sem ti
Então eu vou ser fiel a ti
E encontrar solução em mim
Prefiro viver com o medo
Do que estar a viver sem ti
Oh, oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh, oh
Prefiro viver com o medo
Do que estar a viver sem ti
Oh, oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh, oh
Prefiro viver com o medo
Do que estar а viver ѕem ti

Canção nº 7 - Semifinal 2
Título: Quem Foi?
Intérprete: Luca Argel feat. Pri Azevedo
Música e Letra: Luca Argel
Vídeo: Semifinal
Quem foi que herdou palavras que eram minhas?
Quem foi que rabiscou todas as linhas nesse chão?
Quem foi que me sorriu quando eu dancei
Mas vira a cara se eu pisar no edifício que ajudei a construir?
As mãos de quem cozinham o que comes?
E à tua porta levam quais seus nomes?
Das músicas que ouves às batatas e às couves
Quem plantou?
Quem colheu?
Os pés de quem correram pelas taças do teu clube?
Quem é que entretém teus filhos no YouTube?
Da canela no pastel
À novela no canal
Que mais assistes
Que tempos tristes
Quem foi que se esqueceu do seu passado?
Quem foi que viu o mal e assobiou pro lado?
Ninguém escolhe a terra onde nasceu
Mas se foi Deus
Quem nos deu pés pra caminhar
Quem foi que disse que eu não posѕo aqui ficаr?
Conto os dias para mim
Com a mala arrumada
Já quase não cabia
A saudade acumulada
Do azul vejo o jardim
Mesmo por trás da asa
Mãe, olha a janela
Que eu tô a chegar a casa
Que eu tô a chegar a casa
Que eu tô a chegar a casa
Que eu tô a chegar a casa
Por mais que possa parecer
Eu nunca vou pertencer
Àquela cidade
O mar de gente
O sol diferente
O monte de betão
Não me provoca nada
Não me convoca casa
Porque eu
Vim de longe, eu vim do meio
Do mar no coração
Do oceano eu tenho a vida inteira
O meu caminho eu faço a pensar
Em regressar
À minha casa, ilha, paz madeira
Se eu te explicar palavra a palavra
Nunca vais entender a dor que me cala
A solidão que assombra a hora da partida
Carrego o sossego de poder voltar
Mãe, olha a janela que eu tô a chegar
Por mais que possa parecer
Eu nunca vou pertencer
Àquela cidade
O mar de gente
O sol diferente
O monte de betão
Não me provoca nada
Não me convoca
O mar de gente
O sol diferente
O monte de betão
Não me provoca nada
Não me convoca caѕа
São panos que são de ferro
Da própria malha do mal
Tecidos de medo e erro
E de um silêncio brutal
Caem no peso dos anos
Que nos atiram para trás
Apagam tudo de preto
Vestem a vida de luto
O dia é da cotovia
De noite o mocho assobia
Quando vos calam a voz
Daqui respondemos nós
Lareiareia lareiá
Lareiareia
Lareiareia lareiá
Lareiareia
Sem cara lei que mascara
A ferida que nunca sara
Maldade, orgulho, doente
Achar que mulher não é gente
Tratam a própria existência
Loucura, incoerência
Homens sem amor de mãe
Hão de viver sempre àquem
O dia é da cotovia
De noite o mocho assobia
Quando vos calam a voz
Daqui respondemos nós
Lareiareia lareiá
Lareiareia
Lareiareia lareiá
Lareiareia
Rasgam-se as mortalhas, e os panos são laços
Que nos unem todas em todos os espaços
Rasgam-se as mortalhas, e os panos são laços
Que nos unem todas em todos os espaços
Lareiareia lareiá
Lareiareia
Lareiareia lareiá
Lareiareia
Lareiareia lareiá
Lareiareia
Lareiareia lareiá
Lareiareia
Quando vos calam a voz
Dаqui respondemos nóѕ
(I wanna destroy you)
How many lives do you wanna destroy?
You feed on chaos, you're feeding a void
You're moving close, close to the edge
No excuse for the damage you left
Can you take the spiral?
You're alone
You break it, you take it, devour
You're all done
This is a rebirth, watch me transform
This is a rebrand, watch me transform
You're just a psycho, watch me reborn
Watch me transform
Tell me when the simulation is over
I feel it coming and I've never seen you go lower
You should have known this, you can't hide forever
You won't take the pressure
It's all done, you'll be gone
I know, I know, I'm better off alone
D-E-S-T-R-O-Y
Destroy you
D-E-S-T-R-O-Y
Destroy you
Eyes forward and moving close
I break your bones, blade onto your throat
I thought of an antidote
But it's no fun, I'll just watch you squirm
I can see you're getting sicker
I conquer and you're still bitter
I press hard into your eyes
My jaw is clenching, it's lethal
Everybody run
Everybody run
Tell me when the simulation is over
I feel it coming and I've never seen you go lower
You should have known this, you can't hide forever
You won't take the pressure
It's all done, you'll be gone
I know, I know, I'm better off alone
D-E-S-T-R-O-Y
Destroy you
D-E-S-T-R-O-Y
Destroy you
D-E-S-T-R-O-Y
Destroy you
D-E-S-T-R-O-Y
Destroy
This is a rebirth, watch me transform
This is a rebrand, watch me transform
You're just a psycho, watch me reborn
Watch me transform (transform, trаnѕform)