
Ficha técnica, letras das canções e as capas dos discos,
sempre que os temas concorrentes foram editados

Canção nº 1 - Semifinal 1
Título: Copo de Gin
Intérprete: MEERA
Música: MEERA
Letra: MEERA, Isaura e João Bota
Vídeo: aqui
Estou bem, yeah
Sei o caminho a seguir,
Mas vejo quem, vontade não tem
Não pensa e não quer sentir,
Yeah,
Eu vou respirar,
Por ti encontrar,
Eu sei, bem sei,
Que há tanto mais,
Nesse olhar,
Só tens que procurar,
Faço por pensar
Tanto por amar
Neste Copo de Gin, quero-te ver assim,
Sorrir perto de mim,
Bem assim,
Faço por pensar
Tanto por amar
Neste Copo de Gin, quero-te ver assim,
Sorrir perto de mim,
Bem assim, livre assim, yeah
Não me serve,
Quero ser,
Ser quem sente e não tem medo de o dizer,
Sim desligo, sem porquê,
Eu vou, eu sigo mesmo sem ninguém perceber,
Tanto por amar
Neste Copo de Gin, quero-te ver assim,
Sorrir perto de mim,
Bem assim,
Faço por pensar
Tanto por amar
Neste Copo de Gin, quero-te ver assim,
Sorrir perto de mim,
Bem assim, livre assim
Percebe que tudo o que digo, verdade,
Tu podes ver no meu olhar,
Pensas demais no umbigo,
Talvez o problema é não desligar,
Queres estar onde estou,
Não basta falar,
Acorda tens de respirar,
Faço por pensar
Faço por pensar
Faço por pensar
Tanto por amar
Neste Copo de Gin, quero-te ver assim,
Sorrir perto de mim,
Bem assim, livre assim, yeah

Canção nº 3 - Semifinal 1
Título: O Dia de Amanhã
Intérprete: Ian Mucznick
Música: João Cabrita
Letra: Ian Mucznick
Vídeo: aqui
O dia de amanhã
Quem sabe como será
Ver o sol nascer
Ainda estarmos por cá
Quem consegue prever
Ainda pode mudar
O que amanhã pode ser
e que está por inventar
Vê bem lá no fundo
O sol que há em ti
És parte do mundo
Razão de estar aqui
O dia de amanhã
é uma estrada sem final
E as horas, coisa vã
num ritmo maquinal
O horizonte é longe
O tempo é uma ilusão
E se o futuro foge
Muda a sua direção
Vê bem lá no fundo
Há luz, há vida em ti
És parte do mundo
Razão de estar aqui
Razão de estar aqui
A razão de estar aqui

Canção nº 5 - Semifinal 1
Título: Rebellion
Intérprete: Blasted Mechanism
Música: Blasted Mechanism, Stego, Guerra
Letra: Blasted Mechanism, Stego, Guerra
Vídeo: aqui
Show me all the love it takes
Slowly yea my heart it breaks
I wait for my destiny I'll see you there
Freedom gives and then it takes
Hold me as the world it breaks
I wait for my death until I’ll see you there
Ohhh yeeaaaa...
Rebellion
Rebellion
This is a, this is a rebellion (x2)
Everyone has a name
So we pray for the nameless
Where the love is a slave
Only God as a witness
Rebellion
Rebellion
This is a, this a rebellion
Don’t stop now you’re having fun
Living off our world all for number 1
I don’t know if I can take it
Know that you are not alone
So hold my head until I cry
Save me I’m sick of lullabies
I wait for my death until I’ll see you there
Rebellion
Rebellion
This is a, this is a rebellion (x2)
Everyone has a name
So we pray for the nameless
Where the love is a slave
Only God as a witness
Rebellion
Rebellion
This is a, this is a rebellion
Já fede a tese aristocrática
Com tão pouca matemática
E ciência de opinião
Mais eucalipto que pinheiro
É deserto o ano inteiro
E o manjerico do poleiro
Canta o seu inferno varão
Tanta candura de lírio
Tuas palavras, meu martírio
Gerbera amarela do Sul
E eu memo a ser de qualquer laia
E só com roupa de ir pa praia
Fazem de mim pitaia
Pra chegar a cônsul
Consulado pra mim
Consulado pra ti
Consulado pro tio
Ó tio, tou tão consolado
Tou tão consolado
Tou tão consolado
Ó tio, tou tão consolado
Tanta candura de lírio
Tuas palavras, meu martírio
Gerbera amarela do Sul
E eu memo a ser de qualquer laia
E só com roupa de ir pa praia
Fazem de mim pitaia
Pra chegar a cônsul
Consulado pra mim
Consulado pra ti
Consulado pro tio
Ó tio, tou tão consolado
Tou tão consolado
Tou tão consolado
Ó tio, ó tio
Gerbera amarela do Sul
Gerbera amarela do Sul
Não nunca vai dar não é para ser acabou entre nós meu amor
eu tentei dizer fiz-te entender que estava perto do fim
dá-me os meus EPs os LPs dá-me tudo o que te emprestei
o livro de Vinicius de Moraes e “O Retrato de Dorian Gray”
e se algum amigo quiser saber do que aconteceu
diz-lhe que a culpada não fui eu
eu que te mostrei a Lua com Georges Méliès
eu que te mostrei a vida longe da TV
e tu ris-te de mim como Jean-Baptiste “Molière”
eu que te fiz questionar com Marcel Duchamp
dançamos com Django Reinhardt até de manhã
e tu nem de Piaf conseguiste ficar fã
sim posso voltar mas pra buscar a minha coleção de BD
os meus cartões postais os meus bonsais e a ração do Barber
e se alguém perguntar porque desapareci
diz que não estou mais para anormais e que fugi de ti
eu que me entreguei, e nem é habitual
eu que me esforcei até mudei o visual
digo agora adeus a esse olhar tão banal
eu que nunca fui muito de rezar
mas mesmo assim subi pra cima do altar
não sou mais pitéu, não, nem o teu troféu
casal eu e tu, nem no passe-partout (x3)

Qual é a saída
Eu acho que já não sei amar
E se o amor me convida
Agora não consigo aceitar
Parece que é rotina
A minha solidão teima em voltar
Eu não era assim
Mas agora tenho medo de sentir
Pergunta ao tempo ele sabe tudo sobre mim (x2)
Se me dás a tua mão
Eu não sei como vou reagir
Se falas de coração
Parece que estou outra vez a ouvir
Mais uma ilusão
Que não tarda muito em partir
Eu não era assim
Mas agora tenho medo de sentir
Pergunta ao tempo ele sabe tudo sobre mim (x2)
O que ele guarda, diz tudo o que eu sinto por ti
Eu já tentei mudar
Mas a vida levou
O melhor que eu tinha em mim
E se um dia eu voltar
Esperarás por mim?
Eu não era assim
Mas agora tenho medo de sentir
Pergunta ao tempo ele sabe tudo sobre mim (x2)
O que ele guarda, diz tudo o que eu sinto por ti

Canção nº 7 - Semifinal 1
Título: Agora
Intérprete: JJaZZ
Música: Rui Pregal da Cunha
Letra: Rui Pregal da Cunha
Vídeo: aqui
Nunca pensei em chegar aqui
E dizer-te o que fazer
Talvez assim tu vás entender
Que tudo o que faço é por ti
Sim demorei a compreender
o medo deste mundo onde sempre vivi
Tanto problema que senti
mas que não quis ver nem mesmo saber
E agora
Deixo mais alto o baixo soar
Chega a hora
O que já está em marcha vais ter que acabar
Não quero que te aflijas por mim
Tudo, mesmo tudo, vai correr bem
Somos muitos, imensos, muito mais que cem
E sim, diz o clarim, estamos longe do fim
Porque agora
Deixo mais alto o baixo soar
Chegou a hora
O que já está em marcha vou ter que acabar
Não, não, não, não digas mais
Desta vez é a valer
Sim, sim, se te ergues quando cais
É porque sabes o que fazer
Não, não, não, são planos finais
Sei bem que vai doer
Sim, sim, sim, nestes rituais
Mais vale ser do que ter
they always told me
mais vale ser do que ter
comecei a andar, já vejo tudo a desenvolver
and if something goes wrong
you can find me in another planet writing a song for you
Não, não, não, não digas mais
Desta vez é a valer
Sim, sim, se te ergues quando cais
É porque sabes o que fazer
Não, não, não, são planos finais
Sei bem que vai doer
Sim, sim, sim, nestes rituais
Mais vale ser do que ter, do que ter
De que te valem assim bens materiais
Se tu não sabes o que fazer
Desta vez é a valer
É desta, tu vais ver

Canção nº 1 - Semifinal 2
Título: Cegueira
Intérprete: Dubio feat. +351
Música: Rui Azevedo, Pedro Azevedo
Letra: Hugo Azevedo
Vídeo: aqui
Lá no bar, rapaz triste ninguém o via
Pobre moço chorava, recusava companhia
Por um amor talvez passado, que a alma lhe entristecia
E assim, em pranto ele se ria.
Ria ria o louco, felicidade que sabe a pouco
Alegria do momento, não desejada nem a outro
Energias libertadas, num universo que não está pronto
E assim, o rapaz ficava louco.
Passa e deixa apenas passar
Sentimentos que não deixam olhar
Melodias que estão, e hão-de se expressar.
Oh e hão-de se expressar.
Lá na baía, menina de cabelo aos ventos
Vives, sentes dissabores trazidos com os tempos
Passos do crescimento, embora ainda lentos,
A vida sente-se, vivida em contratempo.
Deixas e deixa-se o mundo cair
No vazio daquilo que é o viver
Sabemos muito sobre o que temos, temos ainda a aprender.
Passa e deixa apenas passar
Sentimentos que não deixam olhar
Melodias que estão, e hão-de se expressar.
Oh e hão, hão-de se expressar.
É em vão, juro ser em vão (x2)
Atenta, digo e juro, juro ser em vão.

Canção nº 3 - Semifinal 2
Título: Cubismo Enviesado
Intérprete: Judas
Música: Hélio Morais
Letra: Hélio Morais
Vídeo: aqui
Se os dedos desta mão, que são os meus
São mais largos do que o espaço entre os teus
E se queres respostas para os teus porquês,
Sou bem mais que a forma como tu me vês
Vês ou não? (x8)
Nunca fiz questão de ser mais do que alguém,
Mas no meu registo escolho o que lá vem
Se 1 e 0 é tudo aquilo que tu lês,
Cabe pouco de arco-íris no que vês
Vês ou não? (x8)
Vês ou não? (x8)
Vês ou não? (x8)
Narueaea narueaea narueaeieieiei
Narueaea narueaea narueaeiei
Coração cansado de pesar
Já não quer saber de culpas, nem de justificações
Quero um atalho, só quero um atalho
Pra bem longe, pra bem longe, pra bem longe das desilusões
Que a tristeza nunca me ensinou
O que o corpo sentiu, sentiu quando dançou
Faz tempo, ai faz tanto tempo que eu não danço
Narueaea narueaea narueaeieieiei
Narueaea narueaea narueaeiei
Coração cansado de pesar,
Podes voar, podes voar,
Tens a minha autorização
Dou-te ordem de soltura,
Dou-te esta canção
Narueaea narueaea narueaeieieiei
Narueaea narueaea narueaeiei
Larearealarerereee
larearealarerereee
Não fiques mais preso ao chão
Podes largar-me a mão
Oh vai, não voltes mais!
Narueaea narueaea narueaeieieiei
Narueaea narueaea narueaeiei
Quem sonha sabe a hora
De inventar a realidade
Quer sorrir mas também chora
E pouco ou nada se demora
Na mentira ou na verdade
E chega à madrugada
Sem saber onde chegou
Sabe que a noite passada
Ficou na alma tatuada
E afinal nunca passou
Meu amor
Não sonhes demais
Não vás
Onde vai quem jamais sonhou
E acredita que o sonho
É mais real que o amor
Meu amor
Não sonhes demais
Não vás
Onde vai quem jamais sonhou
E acredita que o sonho
É mais real que o amor
De alguém
A noite é mãe do dia
Mãe da hora mais secreta
Quem é escravo da poesia
Só espera cartas de alforria
Escritas por algum poeta
Meu amor
Não sonhes demais
Não vás
Onde vai quem jamais sonhou
E acredita que o sonho
É mais real que o amor
Meu amor
Não sonhes demais
Não vás
Onde vai quem jamais sonhou
E acredita que o sonho
É mais real que o amor
De alguém
E acredita que o sonho
É mais real que o amor
Olhos vendados não consigo ver o céu
Olho à volta, não sei o que o aconteceu
Depois da chuva nada mais permaneceu
A luz que havia no caminho se perdeu
Noite e dia, sol já não brilha
Sonhos apagados como cigarrilha
O que é dado é tirado e eu não sabia
Essa onda me levou enquanto eu fugia
Atiço a mente que se perde em silêncio
Atiço a mente, atiço a mente
Atiço a mente que se perde em silêncio
Leve leve vive o mundo em movimento
(Movimento)
Refém do toque que define o pensamento
(Pensamento)
Leve leve, nunca esquece
(Nunca esquece)
O perpétuo movimento do meu tempo
(Oh oooh)
O caminho é daqui ao fim do mundo
(Oh oooh)
Nascemos e morremos num segundo
(Oh oooh)
Leve leve vive o mundo em movimento
(Movimento)
Refém do toque que define o pensamento
O que era bonito deixou de ser
Movimentos inconstantes não nos permitem viver
Navegamos oceanos sem antes os conhecer
Afogamos nossas mágoas para poder renascer
De volta à vida que acabámos de perder
Em segundos estamos prontos para poder reviver
No obscuro desse mundo em que vamos permanecer
Como um barco à deriva sem saber o que fazer
Leve leve vive o mundo em movimento
(Movimento)
Refém do toque que define o pensamento
(Pensamento)
Leve leve, nunca esquece
(Nunca esquece)
O perpétuo movimento do meu tempo
(Oh oooh)
O caminho é daqui ao fim do mundo
(Oh oooh)
Nascemos e morremos num segundo
(Oh oooh)
Leve leve vive o mundo em movimento
Refém do toque que define o pensamento
Leve leve segue o pensamento
Livre do peso do tempo
Leve leve segue o movimento
Refém deste momento
Leve leve segue o pensamento
Livre do peso do tempo
Leve leve segue o movimento
Refém deste momento
Leve leve segue o pensamento
Livre do peso do tempo
Leve leve segue o movimento
Refém deste momento

Canção nº 2 - Semifinal 2
Título: Dói-me o País
Intérprete: Luiz Caracol feat. Gus Liberdade
Música: Luiz Caracol
Letra: António Avelar de Pinho
Vídeo: aqui
Dói-me o país
Antes me doesse um dente
Para o tirar de raiz
Mesmo sem anestesia
De certeza que doía
Mas passava certamente
Dói-me a valer
Que dor brava e renitente
Nada fácil de curar
Nos exames que já fiz
Não se vê nada ao raio X
Nem há meio disto passar
Dói-me mais do que pensei
Da cabeça até aos pés
Dói-me pelo corpo todo
E temo que deste modo
Vá chegar a minha vez
Dói-me o país
Antes me fosse indiferente
Para me ver mais feliz
Assim causa inflamação
E uma forte irritação
De que sofre muita gente
Dói-me a valer
Que dor brava e renitente
Nada fácil de curar
Nos exames que já fiz
Não se vê nada ao raio X
Nem há meio disto passar
Dói-me mais do que pensei
Da cabeça até aos pés
Dói-me pelo corpo todo
E temo que deste modo
Vá chegar a minha vez... Vá chegar...
Será coluna “serviçal”?...Postura errada e pouco vertical?...
Poderá ser “d’alombar” e de tanto se vergar a dor já não leva sumiço... Eu acho que pode ser disso... Ou mesmo do serviço que te pisa e pesa como um raio... Às tantas é feitiço que se tece e nisso é que eu não caio... Abril já se foi e nunca mais é Maio... Dorme mal e ganha pouco... Não é boato, o que se diz... Ao infeliz dão louvor e abraço...mas é alívio escasso “prá dor de país”
Dói-me mais do que pensei
Da cabeça até aos pés
Dói-me pelo corpo todo
E temo que deste modo
Vá chegar a minha vez
Vá chegar a minha vez
Vá chegar a tua vez.
Diz só quem falou, diz só
Tens que matar pra vencer na vida
Diz só quem falou, diz só
Que nós andamos à deriva
Diz só quem falou, diz só
Que somos geração perdida ai é?
Diz só quem falou, diz só
Que esta viagem é só de ida
Olha lá é muito mar
Para tão pouco horizonte
Se navegar for preciso
Só nos resta seguir em frente
E só sei
Que um dia também não vais notar
Mas eu sei
Tudo aquilo que hoje tens para dar
Se eu pedir aqui
Só pode ser assim
Quero ser livre com quem me ensine
Que não gagueja quando pensa
Então vem e diz só
Diz só quem falou, diz só
Tens que matar pra vencer na vida
Diz só quem falou, diz só
Que nós andamos à deriva
Diz só quem falou, diz só
Que somos geração perdida ai é?
Diz só quem falou, diz só
Que esta viagem é só de ida
E olha lá, que saia daqui
Um verso que nos faça justiça
Lugar de fala, seja aqui
O lugar onde a voz se oiça
Só sei
Nada acontece sem paixão não
Mas eu sei
Porque falo a língua do chão
Diz-me, quem foi
Angela, Cesária ou Michelle
Diz-me, quem foi
Paulina, Maria, Grace ou Marielle
Diz só quem falou, diz só
Tens que matar pra vencer na vida
Diz só quem falou, diz só
Que nós andamos à deriva
Diz só quem falou, diz só
Que somos geração perdida, ai é?
Diz só quem falou, diz só
Que essa viagem é só de ida
Essa viagem é só de ida

Canção nº 6 - Semifinal 2
Título: Quero-te Abraçar
Intérprete: Cláudio Frank
Música: Cláudio Frank
Letra: Cláudio Frank
Vídeo: aqui
És a rainha do meu castelo
És a mulher que tanto procuro
Abrigo, conforto, sorriso
Vejo os teus olhos me chamar
Perto de ti sinto a chama
Que queima por dentro a minha alma
Meu coração não se acalma
Quando te vejo me sinto contente, presente
Ausente, tão longe de tudo, mas perto de ti
Quero-te abraçar amor
Quero-te amar
Quero-te dizer
Que eu sem você
Não posso viver
Meu calor, minha flor
Meu pedaço do céu
Meu doce de mel
Tu e eu neste som
Ninguém é feliz estando só
Eu sou o teu bem, tu és o meu melhor
Vem dançar, balançar,
Vem sorrir, divertir, ser feliz comigo
Ninguém é feliz estando só
Eu sou o teu bem, tu és o meu melhor
Quero-te abraçar amor
Quero-te amar
Quero-te dizer
Que eu sem você
Não posso viver
I want to hold you baby
I want to love you
I want to say I can’t live without you
Quero-te abraçar
Quero-te amar

Palavras são caras, se é para gastar saliva
É para dizer que eu tou em paz, tenho saúde e tou em vida,
Hoje eu sei que eu tinha que bater no fundo,
Para dar um passo atrás e para pôr tudo em perspetiva,
Tava sedado e com a cabeça na almofada,
Numa cama de hospital às tantas da madrugada,
A arranjar desculpas para os problemas da minha vida,
Quando a culpa foi única e exclusivamente minha
Em maus caminhos, agarrado ao vício,
Eu tive tudo, menos a cabeça no sítio,
Vi-me a passar para o outro lado e,
Eu sei que se eu tava em maus lençóis é porque eu fui para a cama com o diabo,
Respiro fundo, agora mais crescido,
Eu percebi que eu perdi-me algures no caminho,
Tão afastado dos princípios que eu prezava,
E a tentar ouvir a voz desse Deus a quem rezava, eu digo
I’m sorry mama
I’m sorry mama
I’m sorry mama
Oh mama
A perguntar-me se o amor só se mede em beijos,
Vejo-me a atirar pedras para o lago dos desejos,
Por mais que vivas a experiência é que te ensina,
A nunca olhar para baixo porque as bênçãos vêm de cima,
Eu tou protegido mesmo quando alguém conspira
E se foi Deus que deu então, só Deus é que tira,
Eu tou em paz e resolvido com o que eu sinto.
Por isso eu tenho a mente sã e o coração limpo.
Muitos querem o nosso mal, é legítimo,
mas tou em paz Deus conhece o meu íntimo
que nesta vida ele abençoe os meus irmãos
Para contar as minhas bênçãos não me chegam duas mãos,
Tata, és um irmão que Deus me deu
Senti a perda do teu velho como se tivesse sido o meu.
Jêpas eu tou contigo se isto der para o torto
Quando ninguém teve fé em nós, nós tivemos um no outro.
A minha luta é a vossa, o que nos une é eterno,
Não há preto nem branco, eu vejo além da epiderme em nós,
e não há impossíveis,
Nós somos inspiração para todos aqueles que fingem que nós somos invisíveis
E penso em nós a falar no assédio,
Há uns anos atrás dentro do carro à porta do meu prédio,
A falar do dinheiro e dessa fama passageira,
Mas hoje somos homens sabemos que isso é poeira,
Tão ingénuo e tão iludido,
mas talvez Deus me tenha ouvido,
Hoje eu só quero é passar despercebido
Ter princípios, ser bom pai e ser um bom marido,
Eu já dei tudo a quem nunca me deu troco,
Mas aprendi a ser agradecido mesmo tendo pouco,
e diz-me os meus valores quantos prezam aqui?
Se eu precisar diz-me quantos é que rezam por mim?
Já que o sucesso tem um preço,
Se isto não for o fim para mim,
Eu sei que isto é um novo recomeço,
Cedo pela manhã, agradeço a cada dia,
Para que as trevas não ofusquem esse brilho que me guia,
Isto é muito mais do que fazer cantigas
Desde que as minhas palavras começaram a mudar vidas
E que os meus sons começaram a curar feridas,
Desde que Deus me abençoou com uma rainha e duas filhas.
Abensonhado.